O mar...
Queria dividir aqui a nossa paixão pelo mar...
É claro que o nosso lado "molecas" não ia deixar barato o balanço que encontramos a beira da praia.
Era um dia frio, em que viajamos ao litoral a trabalho, mas fomos seduzidas pelo sonzinho encantador das ondas, e o visual mais sedutor da natureza. Ah, o mar...

Experiemente balançar como criança em frente do mar... você esquece de tudo, e o melhor: dez minutos depois está pronta para qualquer coisa!!
MARAVILHOSO
Beijos...
Escrito por Vívian às 02h22 AM
[]
[envie esta mensagem]
|
O dia de comediante
Era a minha primeira viagem de avião. Estava com duas amigas rumo a Porto Seguro, Bahia, onde passaríamos dez dias. Tudo era novidade pra mim, a adrenalina a mil, estava ansiosa por esses dias. Nós fantasiadas de turistas em pleno aerporto de Congonhas. É impressionante como só de olhar a gente sabe quem está a trabalho e quem está a passeio. Acho que quem está a passeio tem uma cara de bobo, assim como a nossa devia estar naquela hora. Chegamos no horário em que a agência de viagem recomendou, isso quer dizer, muito antes do horário do vôo. Numa situação como essa, em que o chá de cadeira é inevitável, ou a gente morre de tédio ou procura alguma coisa pra fazer. Optamos pela segunda. Como não tinhamos baralho, comemos, andamos, compramos umas revistas, mas o tempo não passava. Aí então lançamos o desafio para ver quem encontrava uma pessoa famosa primeiro. Acabamos de falar e ví o Edgar Escandura, do Ira, mas as meninas não o conheciam, fiquei decepcionadíssima, principalmente porque não valeu. Voltamos ao zero, e como não vimos ninguém, esquecemos a brincadeira e fomos para a sala de espera tomar o "chá". Lá, o clima era de missa. Levantávamos, sentávamos, impacientemente. Andavamos novamente de um lado pro outro, sentávamos, levantávamos, tiramos até foto. Comecei a olhar as pessoas, e tentar descobrir o que elas faziam para passar o tempo alí. Mas a minha mente sempre me apronta, e lá veio ela com a mania involuntária de achar sósia de todo mundo. Ví uma senhora muito maquiada de óculos escuro, lendo revista, e olhando para o povo por cima do óculos. Eu a achei a cara da Nair Belo, então comentei:
- Amiga, olha aquela senhora alí no embarque 1, ela não é a cara da Nair Belo?
- Peraí. Ela olhou bem e falou: Ví, aquela é a Nair Belo.
Na hora lembrei da minha vozinha, que ela iria adorar estar alí comigo. Mas a Ambra interrompendo meus pensamentos falou:
- Vamos tirar uma foto dela?
- Foto!? Que mico!! Eu não tenho coragem. Vamos pagar mico.
A Ambra simplesmente não entendeu. Eu que era a mais extrovertida do trio, não tinha coragem de tirar uma foto da mulher, uma simples foto. Depois eu concordei, mas com a condição que tiraríamos de longe, discretamente, para que ela nem nos visse. Enquanto pensavamos um modo dessa foto acontecer discretamente, ouvimos a chamada:
-Atenção passageiros do voo ao Rio de Janeiro, posicionem-se em frente a plataforma 1.
E nós na plataforma dois, ficamos elétricas, em pânico, sem saber o que fazer. A mulher levantou. Tinhamos que ser rápidas. Foi quando eu tive a brilhante idéia de ficar em pé em frente a plataforma dois, que é paralela a um, e a Ambra fingiria que tiraria uma foto minha, e focaria a Nair Belo, que estava na fila, há uns cinco metros de mim. Tudo combinado. Perfeito. Fiquei orgulhosa de mim! Eu me posicionei e a Ambra deu o ok. Mas esquecemos de um detalhe: o flash!!
A gente só lembra do flash quando a foto sai ruim, e porque eu ia lembrar dele naquela hora. Então, assim que a Ambra disparou a foto o flash foi tão forte, que não só a Nair Belo, como todos as pessoas que estavam na fila do embarque, pararam e olharam para nós duas. Eu quis não existir naquela hora. Queria que um buraco no chão se abrisse e me puxasse para bem longe dali. A Nair Belo sorrindo, nos fez um sinal perguntando se poderia ir até nós. Eu e a Ambra sem entender nada e muito, mas muito sem graça balançamos a cabeça afirmativamente. Ela na hora falou bem alto:
- Vocês podem me dar licença, que vou alí com as minhas amigas.
A Ambra me olhou, olhei pra trás e não ví ninguém. As amigas eramos nós!! Ela chegou, nos beijou como se nos conhecesse há anos, e pediu para uma moça que tinha cara de modelo que desfilou dia e noite sem parar no fashion week, bater a foto. A moça imediatamente fez cara de caneca. Sabe aquelas cara de nada, que a gente não consegue perceber se a pessoa está feliz ou triste. Nós duas, vendo a indiferença da moça, que não esboçava nenhuma feição em seu rosto, dissemos que poderíamos pedir para outra pessoa, mas aí a Nair Belo não se conformou e disse que só pediu pra ela porque a moça gostava muito de bater fotos. Foi uma risada só. Em seguida sua plataforma abriu e ela conversou e se despediu das suas "amigas".
Que mico... Se a viagem prometia, fiquei a pensar o que os próximos dias me reservariam, porque parece que esses micos acontecem comigo, em maior proporção do que com qualquer outra pessoa. Mas a viagem foi maravilhosa e sem dúvida a melhor que já fiz até hoje. Começou engraçada e terminou divina. Mas fica o cosellho: fique sempre esperto com o flash, ele pode mudar todo o resultado.
Beijos...
Escrito por Vívian às 11h48 PM
[]
[envie esta mensagem]
|
As "quase" olímpicas!!
Eu não tenho acompanhado as olimpíadas. Acredito que a minha aversão a novelas, tenha desenvolvido em mim uma antipatia enorme a aparelhos televisores. Desde que me mudei para o ap, há quase dois anos, ele nunca me fez falta e nunca pensei em adquirir um. Bom, consequentemente este também é o motivo de não acompanhar as Olimpíadas. Mas isso últimamente tem me incomodado um pouco.
Ontem fui a casa da minha mãe, que quando cheguei estava vibrando com cada movimento do voleibol masculino (bobinha ela, né...). Fiquei interessada e "colei" com ela em frente a tv. Torcíamos, gritávamos, agarravamos uma a outra nos lances de perigo, enfim, foi até divertido. E o Bernardinho? Aquele cara pra mim é um show a parte, deviam ir ao estádio só pra vê-lo, independente do time que estivesse jogando. As caras e os gestos dele revelam que em quadra ele é o homem mais estressado do planeta. Cada fio que ainda exibe na cabeça deve ter sido implantado pela quarta vez. Como aquele homem sofre, rs... . Voltando ao jogo, percebi que não estava reconhecendo muitos jogadores brasileiros, aí perguntei a minha mãe, do Tande, Maurício, Giovane e outros. Minha mãe não aguentou, e depois de um breve silêncio e cara de espanto, me disse:
- Ví, você precisa comprar uma televisão. De todos esses, só o Giovane e o Maurício ainda estão no time.
Sabe que isso me fez pensar. Tv não é tão ruim assim, com certeza no mundo deve ter coisa pior. Depois disso estou preparando meu pscológico para colocar um aparelhinho deste dentro da minha casa. Mas ainda não sei se me adaptaria.
Já hoje, depois de almoçar na Prí, comer uma líquida e nem por isso menos maravilhosa, mousse de morango da Bia e tomar batida de morango com vinho repeditas vezes ao longo da tarde, fomos eu e a Bia deixar a Ambra no cinema. No carro, antes de entrar no shopping tivemos uma visão do paraíso: uma cama elástica no estacionamento.
Ficamos elétricas. Eu adoro cama elástica, apesar de não saber fazer mais nada além de pular. Eu e a Bia não nos importamos em dividir aquele tesouro com três mocinhas que juntas, somariam a minha idade. Pulamos a valer. A sensação do corpo saltar, o cabelo subir, sentir o vento e a libertade de movimentos foi muito gostoso. Mas cansa. Já nos primeiros minutos pedíamos por água como se estivéssemos num deserto. Mas continuamos pulando, persistentemente. Rimos, imitamos as crianças, caímos, foi muito divertido. A cama elástica está dentro do estacionamento do shopping, é imensa, tem lugares individuais para seis pessoas e é extremamente bem iluminada, o que era um show a parte para os carros que parávam no semáforo. Fomos sem dúvida, atração pra muitos!!! Mas valeu, foi delicioso. Os pais das crianças nos olhavam com uma cara de admiração, que me fez acreditar que eles tinham a mesma vontade que nós em pular, mas se sentiam acanhados diante dos filhos. Uma pena.
Já dentro do carro, saindo do shopping, ainda ofegantes e com o estômago virado do avesso, nós, as atletlas de final de semana, olhávamos saudosas para o brinquedo. Até que a Bia comentou:
- Ví, já pensou se a gente pulasse um pouquinho todo dia? Fora a queima de calorias maluca que iamos ter, em pouco tempo daríamos saltos altíssimos, piruetas e movimentos no ar, ficaríamos boas, poderíamos até ir pras olimpíadas!!!
Já pensou? Você que está lendo esse post, está na boa na sua casa assistindo as Olimpíadas, tranquilo, com o pé no puf, comendo leite condensado com nescau (como ensinou o meu amigo Bill), e começa a torcer ao ver as anunciadas atletas malucas na cama elástica!!! Mas com certeza, se isso acontecesse, as regras seriam outras..., tipo seriam saltos descontrolados, e venceria a prova quem conseguisse ficar o menor tempo sem rir ao pular na frente da outra. Eu e a Bia seríamos desclassificadas na primeira disputa, sem dúvida.
E mesmo com o enjoo no estômago que ficamos ao balançar tanto as coisas na barriga, e as dores depois do corpo ter esfriado, afirmo com muita certeza, que valeu a pena me fazer feliz. E quem sabe, com um pouquinho de treino ficaríamos mesmo "quase olímpicas"!!
Escrito por Vívian às 11h43 PM
[]
[envie esta mensagem]
|
Los Hermanos
Foi clara a emoção de cada um naquela noite de domingo...
Olhinhos brilhando de felicidade ao ver aqueles barbudos no palco. Dom boquiaberto, Jahba cantarolando, Bill abraçado a si mesmo, Mabel, Pri, Keila e Susy no gargarejo vibrando a cada interpretação, Ví registrando cada momento e eu extasiada e cada vez mais apaixonada por cada gesto do Amarante... . No camarim levei os sentimentos de cada um de vocês, pois sei que gostariam de estar conosco lá, e saibam que estavam...
Guardei no coração aquele momento, de muitos outros que virão...
Assim será...
Escrito por Ambra às 12h15 AM
[]
[envie esta mensagem]
|
As mulheres de 30
por Mário Prata



|
O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.
Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?
Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!
A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo. A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.
O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.
A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?
Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.
São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.
Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.
Ponto. Pra elas. |
*** enviado por Daniel. Valeu!!!
Escrito por Vívian às 12h59 AM
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO JOSE DOS CAMPOS, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Livros, Mesa de amigos
|
| |
|

|